quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


“HOMENAGEM AO MEU PAI”
(JOÃO ALVES DA CRUZ)

Quando o dia amanhecia,
E o seu café tomava
Para o seu roçado ia
Os filhos lhe acompanhavam
Pra roça levava tudo
Eram os graúdos e os miúdos
Os meninos, e os rapazes
E ele andando contente
Ia caminhando na frente
E aquela enfileira a trás.

Hoje o destino malvado
Traiu-lhe sem compaixão
Jogando-lhe sobre uma cama
Sem saber por que então
Ele sofrendo calado
Sobre um leito deitado
Distante lá do Sertão.

O que faz meu pai sofrer
E ver seus filhos ao lado
Tendo que ficar calado
Sem poder lhe responder
Ainda parecendo um bebê
Pois voltou usar a fralda
E essa doença malvada
Fazendo-lhe padecer.

Mas Deus como é poderoso
Vai ter dele compaixão
Vai lhe dar sua saúde
E logo vai ficar são
Pra voltar viver de novo
E conviver com seu povo
Lá nas terras do Sertão.

“A DEUSA E O POETA”



Foi brilhante conhecer
A deusa da minha vida
Admirei sua beleza
Amável, doce e querida
Seu olhar celestial
Com um rosto divinal
É a deusa preferida.

Fiquei muito fascinado
Com seu olhar envolvente
Parecendo uma gazela
Procurando uma vertente
Deixando-me emocionado
Com o seu rosto rosado
E esse corpo atraente.

E como sou um poeta
Tenho sensibilidade
Diante de uma deusa
Mostrando sua lealdade
Com seu porte de alteza
Com semblante de princesa
Como símbolo da saudade.

Você é a inspiração
Que um dia eu encontrei
Com certeza irei te amar
E jamais te esquecerei
Minha bela adormecida
Faz parte da minha vida
A deusa com quem sonhei.


Tu és bela, meiga, e santa
Simples, porém com grandeza,
Seu perfume é o das rosas
Impregnado de pureza
Embelezando este poeta
Procurando a deusa certa
No altar da natureza.

Hoje já não tenho dúvida
Da deusa que eu procurava
Descobri o seu encanto
Também onde ela morava
E assim nos encontramos
Assim nos amamos
Despertei que já te amava.

Sinto-me realizado
De amar quem já me ama
“A Deusa e o Poeta”
Cada qual com sua fama
Ela com a simpatia
Eu com minha poesia
Homenageio uma dama.

Meu sonho é te levar
Aos pomares mais floridos
Para você alegrar
Os Lírios entristecidos
Eu, um simples camponês
Acariciando sua nudez
Como sonhos adormecidos.


Quero dormir do seu lado
Acordar com a passarada
Nós juntinhos se abraçando
Durante toda madrugada
Como dois lindos passarinhos
Criando seus próprios ninhos
Namorado e namorada.

Nada enfim é impossível
Para aqueles que se amam
Realizar os seus sonhos
Os próprios anjos proclamam
Todos cheios de amor
Como eterno sonhador
Só os poetas declamam.

Se você nunca amou
Comece logo a amar
Pois o amor acalenta
A quem começa a chorar
Só que choro de alegria
Declamando uma poesia
Pra minha deusa escutar.

Escrever sobre uma deusa
É preciso inspiração
Ter na mente a poesia
E o amor no coração
Pra dormir bem abraçado
Namorada e namorado
No luar do meu Sertão.



Comparo-te com a saudade
Que fura como um espinho
Desejando sua nudez
Como forma de carinho
Minha musa encantadora
Tu és minha inspiradora
Dona do meu próprio ninho.

Sobre “A Deusa e o Poeta”
Não foi só inspiração
Mas foi amor de verdade
De um caboclo do Sertão
Igual feijão com arroz
Pra fazer uma vida a dois
De coração pra coração!

COLUNA DO JORNALISTA ANTONIO VIANA


Estamos na Europa. É com alegria que registro o recebimento de e-mail procedente de Lisboa-Portugal, do cearense de Capistrano, José de Arimatéia (Patativa do Ceará). Ele diz textualmente: “Meu amigo Antonio Viana, mesmo de longe continuo lhe acompanhando pelo rádio, jornal e internet. É por isso que estou sempre informado do que vem acontecendo aí no Ceará. Ontem, quando fui ler sua coluna, cheguei a me emocionar quando você fala sobre o casamento do seu irmão Luís Viana. E como sempre, nunca esquece o lado mais preciso que é a família. Mostrou para o Ceará, para o Brasil e para o mundo que a família está sempre em primeiro lugar. Continue sempre assim, mostrando suas raízes. É por isso que além de mim, hoje no exterior, com certeza existem muitos outros cearenses que já conseguiram localizar o seu site, agora tem o jornal O Estado na internet e através do Sistema AVOL pudemos ouvir a programação da Dragão do Mar de Fortaleza”.

Cearense danado

O José de Arimatéia é natural de Carqueija (Capistrano, no Maciço de Baturité), filho de dona Rute e “Seu” João, há muitos anos moradores do Conjunto Industrial, em Maracanaú. Poeta e escritor com alguns trabalhos publicados, Arimatéia é “louco” por Patativa do Assaré (sabe tudo dele e ainda declama suas poesias). Daí, quando nosso “Patativa do Assaré” faleceu, recebi uma ligação e, era o Arimatéia querendo fazer uma homenagem ao grande poeta cearense. Gostei tanto e os ouvintes, que Patativa por mais de um ano ficou às sextas-feiras participando do Programa Política Especial (Cultura). Foi inevitável: passei a chamá-lo de “Patativa do Ceará”, pois, o “Patativa do Assaré” é o “Patativa do Mundo”. Arimatéia conseguiu reunir livros, jornais e outros documentos sobre “Patativa”, Luiz Gonzaga e de outros segmentos da cultura cearense. Montou uma unidade cultural aberta aos estudantes e ganhou várias reportagens em jornais e televisão. Algum tempo depois, teve que ir embora e doou todo o seu acervo à Prefeitura Municipal de Maracanaú. O Prefeito Roberto Pessoa que recebeu o grande número de livros, revistas antigas, discos e outros tantos documentos encaminhou-os na época à Unidade Cultural de Pajuçara, sob o comando do “prefeitinho” Carlos Castelo. O cearense é assim, aonde estiver, realmente procura se informar e a internet, sem dúvida, aprovou de vez todos – em todos os lugares.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Poeta:José de Arimateia participa do ultimo café da manhã oferecido pelo Comandante Geral da PM de Goiás







"Vida e Morte de Chico Xavier"


"Francisco Candido Xavier nasceu no dia dois de abril de 1910 em Pedro Leopoldo minas Gerais. Filho de João Cândido Xavier e de Maria João de Deus, Seu pai um operário inculto e sua mãe uma simples lavadeira. Juntos tiveram nove filhos, Maria Cândida, Luíza, Carmozina, Jose Cândido, Maria de Lurdes, Francisco Cândido, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda. Chico Xavier Ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns de seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas. E Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente. Nos seus momentos de angústias, um anjo de “Deus que fora sua mãe na terra. O assistia, quando, desarvorado, orava no fundo do quintal”.

Tenha paciência meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar. O menino aprendeu á apanhar sem chorar. Durante suas orações ouvia sua mãezinha querida. Algum tempo depois, terminou seu martírio. Seu pai casou-se novamente e sua madrasta Cidália Batista alma boa e generosa, o acolheu carinhosamente a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados.

Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o abc, com o tempo o menino não via sua genitora com tanta freqüência. Passou a ter sonhos constantemente. Á noite levantava-se agitado e conversando com locutores invisíveis. O pai resolveu levar ao vigário, Após ouvi-lo recomendou não ler mais jornais, livros e revistas. Disse-lhe que ninguém volta a falar depois da morte, que era o demônio que o perturbava. Durante sete anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais contato com sua mãe. Em 1923 ele terminou o curso primário. As perturbações noturnas continuaram. A primeira pessoa á descobrir sua mediunidade psicografada foi sua professora D. Rosária. Em 1927 foi realizada a primeira sessão no lar, lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Centro Luiz Gonzaga. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Em 1950, Chico Xavier havia recebido pela sua psicografia mais de 50 ótimos livros. Em cinco de janeiro de 1959, mudou-se para Uberaba sob orientações dos benfeitores espirituais. Os direitos autorais de seus livros publicados, num total de 412 obras, foram cedidos, gratuitamente, as editoras espíritas e outras entidades. Quanto á fortuna material, ele tão pobre quando era quando nasceu. Chico Xavier amava a tarefa que o senhor lhe concedeu. Desencarnou aos 30 de junho de 2002. Hoje nos resta a imensa saudade de quem viveu exclusivamente para servir ao próximo. Receba os mais sublimes aplausos de seus seguidores".

Com o reconhecimento do Poeta e admirador.

José de Arimatéia.

A extraordinária atitude de Nicholas Winton


"Nicholas Winton nasceu aos 19 de maio de 1909 na Inglaterra, a sua história é feita de lances incríveis, discreto ele jamais quis ser; visto como herói. Preferiu guardar em segredo o bem que fez. Não disse nem a mulher que tinha salvado a vida de 669 crianças. Ao arrumar o sotóm de casa ela descobriu por acaso um velho álbum de fotos cobertos de poeiras, lá estavam fotos de crianças,

Cartas, telegramas e uma lista com nomes e data. Quando procurou saber, a mulher de Winton descobriu que aquelas fotos eram de crianças que tinham sido salvas por ele.

O que teria acontecido com elas? O que este herói silencioso terá feito? Quando tinha 29 anos Winton viajou para Tchecoslováquia em companhia de um amigo nas férias de fim de ano. Lá ficou impressionado com o clima de medo. Tchecoslováquia já estava sobre o domínio da Alemanha nazista. Winton teve uma idéia, tentar mandar para fora da Tchecoslováquia crianças de família perseguida. Começou escrever por conta própria para vários Países lhes pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes. Somente a Inglaterra e a Suécia aceitaram receber aquelas crianças.

Winton organizou a viajem, era uma decisão difícil. Para escapar do horror nazista as crianças teriam que ser mandadas para longe dos pais. As crianças que partiram para um lugar seguro, a Inglaterra, não sabiam, mas jamais veriam os pais de novo. Os pais, maioria judeus, morreriam nos campos de concentração nazistas.

Se é verdade que quem salva uma vida salva a humanidade, o que dizer de quem salva 669 vidas? Quando as crianças desembarcaram na Inglaterra lá estava Nicholas Winton esperando por elas. Winton só lamenta que o último trem que traria 250 crianças não tenha conseguido sair da Tchoslovaquia, o início da guerra 1º de setembro de 1939 tornou a viagem impossível, nenhuma das crianças que não conseguiram embarcar sobreviveu, também foram mandadas para os campos de extermínio.

Winton se alistou na força área, as crianças que tiveram tempo de embarcar para Inglaterra na caravana organizada por Winton, foram encaminhadas para casas de família e para abrigos. Winton nunca falou sobre o que tinha feito, espalhadas por vários países as crianças cresceram sem ter notícias do bem feitor. O bem que Winton fez rendeu frutos (Escritoras, engenheiros biólogos, cineastas, construtores, guias turísticas, jornalistas). As crianças salvas por Winton tornaram-se adultos generosas.

Desde que a história de Winton se tornou pública ele começou a receber todo tipo de homenagem, a Rainha da Inglaterra chamou ao palácio para entregar uma condecoração, o governo da Republica Tcheca fez uma grande homegem, o Presidente dos Estados Unidos mandou uma carta de elogios e agradecimentos.

Mas, o agradecimento mais comovente veio daqueles que Winton salvou da morte certa, um programa da TV inglesa encheu um auditório de sobreviventes que foram salvos por ele quando eram crianças, mas nunca o tinha encontrado, primeiro a apresentadora avisa que a mulher sentada ao lado tinha sido uma das crianças que ele salvou. A apresentadora pede quem na platéia teve a vida salva por Nicholas Winton fiquem de pé, por favor. O agradecimento vem em forma de aplausos demorados, e lágrimas.

Tanto tempo depois só havia uma palavra a dizer a ele obrigado. O que é que o herói discreto tem a dizer sobre o que fez, aos 98 anos de idade, Nicholas Winton, deu esta entrevista ao fantástico, em casa, longe da agitação das grandes cidades, no interior da Inglaterra, tudo o que quer é cuidar do jardim.

Usa o tempo livre para ajudar um asilo.

Quando o jornalista perguntou a ele, porque o Sr. guardou o segredo por tanto tempo? Sua resposta, não é que eu tenha ficado em silêncio, o que aconteceu é que eu não tinha o que dizer sobre o que fiz.

O Sr. se considera um herói? Ele respondeu, não me vejo como herói, para ser herói alguém precisa fazer algo de perigoso, não fiz, o que fiz, foi algo que os outros achavam impossível mas eu tinha que tentar para ver se era possível ou não.

Mas fazer algo que todos consideravam impossível não é um ato heróico?

Não é um ato heróico, meu lema é se algo não é obviamente impossível então deve haver uma maneira de fazer.

Como poeta ou como cidadão comum fico imaginando que no século XX, apesar das guerras que abalaram com o nosso planeta, ainda surgiu uma pessoa com o coração tão solidário que foi Nicholas Winton; que as pessoas do século XXI procurem tomar atitudes como a de Winton. Que todos possam aplaudir esse herói anônimo, salvou 669 crianças e mesmo assim se manteve em silêncio.

Esse sim é digno de receber os mais sublimes aplausos".

José de Arimatéia Poeta e Escritor

VIDA E MORTE DE LUIZ GONZAGA


Luiz Gonzaga nasceu em 13/12/1912 na modesta fazenda caiçara na zona rural de Exu no sertão Pernambucano. O amor pela musica começou quando ainda era criança e adorava acompanhar seu pai Januário Jose dos Santos nas festas rurais, aos oito anos Luiz Gonzaga tocava zabumba e um velho fole do pai. Logo depois aprendeu a usar sanfona, instrumento que o acompanhou por toda vida. Na puberdade começou a se apresentar em festas religiosas, feiras e forrós. Aos 18 anos pensou em casar com Nazinha a filha do coronel Raimundo homem rico da região, o pai dela não gostou dá idéia ameaçou-o de morte. Por conta do amor recebeu de sua mãe dona Ana uma grande surra. Humilhado foi para o Crato-CE e depois para Fortaleza, decidiu entrar no Exercito como voluntário, foram nove anos de vida militar. Em 1939 deu baixa e resolveu tentar a vida no rio de janeiro ao lado de sua sanfona passou se apresentar nos cabarés da lapa até ser descoberto por Ary Barroso que levou para seu programa de calouros no rádio. Luiz Gonzaga não demorou muito para se tornar um dos artistas mais famosos do Brasil. Passou a tocar em diversos rádios e conseguiu impor sua musica marcada pela sofrida vida do nordestino. Ao lado de outros nomes consagrados da MPB em parceria com o cearense Humberto Teixeira gravou asa branca que se tornou o hino do sertanejo e outros sucessos populares em variados estilos. Entre os quais o xaxado e o baião, em 1945 a cantora Odaleia deu a luz um menino ele tinha um caso com a moça e assumiu a paternidade da criança, dando lhe o seu nome Luiz Gonzaga Junior. Aos 36 anos, Gonzagão casou-se com uma Pernambucana Helena Cavalcanti uma professora que tinha se tornado sua secretaria particular mas não teve filhos era estéril. Gonzagão vestido á caráter como nordestino tornou-se uma instituição da musica brasileira o dia 13 de dezembro. Data que ele nasceu instituiu-se o dia nacional do forró, interpretes de sucessos imortais nos mais diferentes ritmos é o maior responsável pelo sucesso do forró. Mudou definitivamente os caminhos da MPB a partir dos anos 70 muitos outros cantores gravaram Luiz Gonzaga entres eles, Geraldo Vandré, Gil, Caetano e o Grego roussos. Dois meses antes de sua morte 2 de agosto de 1989 a gravadora do compositor lançou o forró do Gonzagão. Foi sua despedida Gonzagão era maçom e compôs a musica “acácia amarela” que era o áudio da apresentação em homenagem à maçonaria, hoje nos resta á eterna saudade de quem sempre levou para o nordeste e para o mundo a verdadeira e autentica musica nordestina.

CABOCLO LUIZ GONZAGA/ SUA VOZ NÂO SE CALOU/ SEU BAIÂO SERÀ OUVIDO/ EM QUALQUER PARTE QUE EU FOR/ OUVINDO A VOZ MILAGROSA/ E SUA SANFONA SAUDOSA/ COM MUITA PÀZ E AMOR.

Com o reconhecimento do poeta JOSÉ DE ARIMATÉIA.